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                        Peryllo Doliveira


       a Poesias


       a Dados Biográficos


       a Bibliografia







POESIAS


Do livro:
CANÇÕES QUE A VIDA ME ENSINOU

Eu amo a vida pela glória de viver.
Eu amo a vida na harmonia dos meus versos
e na grandeza do meu sofrimento.
Amo-a, pelos instantes de tristeza
e pelas horas de melancolia,
e pelos sonhos místicos que andam dispersos
nos silêncios ignotos do meu ser.
Amo-a por tudo quanto vejo,
por tudo quanto sinto
- pela efêmera alegria
que nasce e morre mum momento,
pela esperança que não chega a ser desejo,
pelo desejo que não chega a ser instinto...
E a vida, recompensando o meu amor,
todos os dias canta aos meus ouvidos
uma nova canção
de glorificação
à minha dor.
A sua voz, então,
fica nos meus sentidos,
ressoando,
num ritmo lânguido de sonho,
a se espalmar
suavemente...
devagar...
A voz da vida fica na minha alma
qual numa concha a voz do mar.
E a minha alma recorda, sem saber,
todas as coisas lindas que sonhou
e, a reviver
o que ficou atraz, no meu caminho,
vai cantando baixinho...
vai cantando as canções que a Vida me ensinou...


DA VILA BRANCA EM QUE NASCI

a Gustavo Torres

Erguida sobre o dorso azul da Borborema,
a vila em que eu nasci
é um luminoso, um pequenino poema
de encanto e graça. Nas manhãs claras de verão ardente,
quando o Sol, como um deus adolescente,
entre carícias fúlguras, a abraça,
ela esplende e sorri.
É que o Sol nela tem a noiva amada,
a Preferida, a Eleita
da sua luz, do seu amor.
Todos os dias ela o espera, insatisfeita,
ansiosa de carinho e de fulgor,
guardando em cada boca, em cada
ninho um sonoro canto de alegria
com que celebra a glória da Alvorada,
o triunfo esplêndido da Luz.
E que deslumbramento na cenografia
da paisagem que os olhos inebria!
E que milagre de harmonia
o Sol na alma dos pássaros produz!
Sobre ela a Noite tece,
com as suas mãos de sombra, uma grinalda
de estrelas luminosas
ou desfralda
um véu mirífico de luar.
E as casas, brancas, silenciosas,
sob o brilho dos astros reluzentes,
parecem monjas penitentes
que estão de joelhos, a rezar.
Na penumbra das minhas nostalgias,
evoco-a, beijo-lhe a lembrança.
Oh, as minhas primeiras alegrias,
alegrias ruidosas de criança
que, por instinto, canta e ri...
e a minha adolescência, o Sonho pleno de ânsias,
os meus silêncios íntimos de poeta,
os primeiros desejos da alma inquieta,
as primeiras angústias que sofri...
e as horas longas em que meu olhar
auscultava o mistério das distâncias,
a interrogar, a interrogar...
Mais tarde, apenas a tristeza
de ver a minha aldeia desaparecer
ao longe, sob a névoa fina
do amanhecer,
e o esfumado perfil de uma colina
a se interpor
entre ela e a minha dor.
Hoje, na tela de oiro da memória,
meu pensamento descortina
a minha aldeia, branca e pequenina,
num fundo de paisagem merencória...
E ao recordá-la, sinto que me invade
uma suavíssima melancolia
que se espalma
e se amplia
na beatitude do meu mundo interior...
A vila em que nasci é uma iluminura
que fulgura
dentro em minha alma,
no Livro de Horas da Saudade.
E há de sempre fulgir, em luz, em cor,
em beleza e em perfume,
porque na sua imagem se resume,
do modo mais completo,
a história emocional do meu primeiro afeto
que é a aleluia auroral da minha vida,
a música sagrada só por mim ouvida
porque é a canção primaveril do meu amor!



Do Livro:
CAMINHO CHEIO DE SOL

JUNHO

Ternura da chuva caindo, caindo...
Mente quem diz que a chuva chora.
Nela há apenas um pouco de melancolia.
Ao meu ver a chuva está sorrindo...
Um sorriso que é triste... é triste mas faz bem.
Tenho vontade de ir lá fora
banhar-me todo de melancolia.
E como é terna a chuva na luz fria
desta manhã que é como o sorriso de alguém
que não sabemos de onde vem
mas que chega sorri e vai-se embora...
Um sorriso que é triste mas faz bem.
Tenura da chuva caindo, caindo
na manhã fria...
Minha alma está lá fora
toda molhada de melancolia...


AVE CIDADE

Ao dr. João Maurício de Medeiros

Ave, cidade
cheia de graça!
O meu espírito é contigo.
Para a minha alma
és entre todas
a mais querida.
Amo e bendigo
o ritmo livre
do teu silêncio
e o ruído heróico
do teu labor,
nos quais eu vivo
disperso em ânsias,
melancolias
e desalentos.
Linda Cidade
de torres altas,
coloniais,
de jardins verdes
cheios de fontes
e de palmeiras
imperiais;
de ruas longas,
quase desertas,
que à noite ficam
muito mais longas
e mais desertas
sob a vigília
infatigável
das suas lâmpadas elétricas...
Cidade ingênua,
mãe adotiva,
mas dadivosa,
do grande sonho
em que se integra
a minha vida:
Que as almas brancas
das tuas virgens
que já morreram
e dos teus poetas,
(mortos sem glória
que tanto amaram
os teus encantos)
peçam a Deus
por que em meus versos
possam um dia
cantar, fugir,
os heroísmos
do teu passado
e as esperanças
do teu porvir.



Do Livro:
A VOZ DA TERRA
(Excerto)


(...)
Alguém escreveu um poema
Alguém escreveu um poema
nas páginas em branco
que entremeiam
o meu livro de figuras coloridas...
Pedaços de um destino
que pararam aqui
e ficaram vivendo
a vida imensa das lembranças.
E os versos recordam:
- Um dia
- parece romance -
abriu os seus olhos surpresos
e olhou as distâncias que chamam.
Sorriu... Caminhou...
Um sonho gentil... Tão bonito!
Criança! Criança!
A vida que vais viver...
- A vida é o amor... É a beleza.
- E o pão? Não se vive sem pão.
Viver... Mas senhor!
O pão não dá tempo à conquista do amor.
Contudo, olho a vida. É tão linda!
Tão cheia de sol!
Parece que em tudo
se infiltra um desejo que enbriaga
E eu vibro
Eu amo
E tiro dos três sangues tristes
que ardem no meu pensamento
a minha canção:
- Mulheres do Norte.
Bahia Recife Pará
oh lindas patrícias
nem sei onde devo ficar.
Tão grande este Brasil dos meus pecados!
(Brasil sem modos morenos piegas
- maxixes modinhas pastoris catimbó.
Brasil valentão ciumento
que por qualquer coisa
catuca o amor e o destino com faca de ponta.)
- Morenas do Norte
Natal Paraíba Ceará
- não olhe pra mim desse modo meu bem.
Mas que boniteza de corpo
que seios redondos
que ancas que andar!
Nem pisa no chão!
E o que mais me machuca meu Deus
é o olhar que ela tem...
("Teus olhos são negros, negros
como as noites sem luar...")
Me dêem depressa um violão!
Serenatas de amor...
E a gente a sofrer e a cantar.
Patrícias do Norte,
morenas e brancas
faceiras fidalgas ardentes gentís.
Deixem lá que nós temos razão
de andar consumidos de amor por vocês.
Amor. Juventude.
Beleza da vida
Conquista do amor...
- Espera! Cuidado! Cuidado!
Primeiro que tudo,
conquista do pão...
.................................................................
Que luta sem fim!
Faltaram-te as forças?
Não caias. Levanta-te!
É tão belo vencer!
Na frente há o sol
E é cedo demais
para se morrer.
Conquista do pão!
Aquele "teu amor, uma choupana e nada mais",
sem o que comer, é coisa bem triste...
Termina a choupana ficando vazia
porque o amor morre de inanição.
Amor e beleza?
que passem de largo
que venham depois...
Pra a sêde de amar
a gente bebe a água salobra do instinto
enquanto não vem a água doce do amor...
É bem comparando
como no Nordeste
quando a seca começa.
A gente com sede vai para os lagedos,
corta macambira, bebe água de cincho
mas fica esperando a água boa do inverno
que virá depois...
Depois... mas depois o que vem
é um solão de rachar.
Conquista do pão!
- E as coisas mais belas
as coisas mais puras
que eu guardei para o amor
viraram cinza na minha alma...
Mas, Mocidade! você já vai embora?
Maldito sejas, pão,
amargo pão de cada dia! E o pobre homem foi andando
e foi vivendo a sua angústia...
Retirante... Retirante do amor.
(A alma vai recordando,
folheando a própria vida.
Como um menino ansioso
que vai vendo as figuras estranhas
do seu livro de estampas coloridas...)


(...)
Infância
Infância,
- Ciranda cirandinha...
- Coelho sai. Não sai.
(Memória gira-gira
Tristeza de lembrar Parece que a gente está
no centro de um carrocel que nunca deixa de rodar)
Infância.
É de manhãzinha.
Eu sinto um aroma de mato orvalhado
um cheiro de aurora que vem.
E vejo de novo os encantos da terra
tão linda e tão minha
da terra que os poetas de agora
estão cansados de cantar.
E eu também já não canto
nem Brasil nem Nordeste nem nada
quase que caio na tolice
de chorar como um menino
e de fazer um poema lírico
à beleza da terra verde encantadora e triste.
Mas há tantos poetas líricos...
Infância.
904. Ano da seca.
Tão triste a gente lembrar!
Mas são as coisas mais longínquas
que não nos saem nunca da cabeça.
Coração de criança
que tem um grande medo
quando entrevê
a cara trágica da dor
no dia em que pela primeira vez
não tem o que comer.
Meninos magrinhos de olhos abertos
muito abertos pra as coisas tão tristes do mundo.
Espanto enorme da alma que não sabe,
da alma que apenas vem chegando...
- Mamãe estou com fome!
- Não chore meu filhinho que faz mal...
- Mas mamãe você também não está chorando?
Destino! Destino!
você quer brincar de esconder?
por mais que eu pergunte
você não responde...
É que você sabe como eu gostaria
de achar um cantinho
bem longe daqui...
lá onde você nunca me encontrasse.
Ainda que fosse bem no fim do mundo!
que bom se eu achasse...
Destino, eu lhe peço,
consinta que eu vá bem pra longe.
Não faz mal nenhum
que a gente se vá esconder...
Por que não responde? Por que?
Mas se eu abalasse daqui
em toda a carreira,
fugindo depressa
pra onde você não pudesse saber?
Você que fazia?
Me diga...
Que grande besteira!
Sem dúvida alguma
você correria até me pegar...
Pegava e judiava comigo
judiava à vontade...
Destino, Destino!
você sempre foi mau pra mim.
E nunca mostrou um tiquinho de pena
por me ver chorar.
Eh, fosse eu correr!
Você me pegava e me dava pancadas
talvez bem maiores
que todas as outras
que sempre me deu.
Eh, fosse eu correr!
Eu sou tão pequeno!
Você corre mais muito mais.
Você é maior do que eu...
Infância.
Mês de maio
na capelinha de Santo Antônio.
- Ó Maria concebida
concebida sem pecado...
- Minha Nossa senhora da Conceição
me dê dinheiro pra eu comprar livros.
Eu quero aprender a ler, Nossa Senhora.
Os outros meninos sabem mais do que eu
porque eles compram livros
com dinheiro que você dá.
Infância
Toda uma vida numa oração.


Antes não saber nada
Antes não saber nada
É tão bom não saber nada!
Só saber ignorar
E trabalhar e comer e dormir
Não ir além do povoado
Pensar que o Acre
é a terra mais longe do mundo.
Em outubro ou novembro
pôr na mala
o dinheiro apurado com fumo e algodão.
Em dezembro fazer roçado
na lombada das serras do brejo
onde a seca não chega
plantá-lo de milho mandioca feijão
verduras legumes
pra no inverno comer gerimum
machucado com leite...
Trabalhar na semana
e aos domingos enfiar pelo mato
caçar juritis
e tirar mel de abelha nos ôcos dos paus.
Ao meio dia dormir numa rede cearense
na fresca do alpendre
e nas noites de luar
entoar na viola
ao lado de alguém que se ama
os versos sentidos
que um bom coração sempre tem pra cantar.
- E pensar que toda essa felicidade
já esteve tão pertinho da minha mão...
e eu, nem como coisa!



Talvez fosse melhor
Talvez fosse melhor
que eu tivesse ficado
perdido nos meus terrores.
Não me deviam ter dito
os nomes das coisas bonitas
que os barcos trouxeram de longe
nem a natureza daquilo que eu via.
Deviam ter deixado que eu advinhasse
Eu advinharia!
E nem me ensinaram a amar
a simplicidade e a beleza
de tudo o que a terra ostentava.
E deram-me uma alma já velha
e muito mais triste que a minha.
Aí, eu que era menino,
botei pra sofrer e pensar.
Fiquei como um velho...
e esqueci-me de tudo...
Até de mim mesmo!
Porque não deixaram
que eu criasse outro mundo
para o meu espírito?
Agora é que eu vejo que nunca vivi
que estou entre coisas imensas e belas
que a terra desprende um perfume excitante.
Agora é que eu vejo que há vida
em tudo quanto me rodeia.
E eu sinto um desejo febril de viver.
Agora é que eu quero
a alma simples que a terra me deu
pra sentir pra gozar isto tudo
isto tudo que eu vejo juntinho de mim.
Voltar...
Mas agora que eu devo ir buscar
a alma forte
a alma ingênua
a alma pura de outrora,
agora, meu Deus,
eu não posso voltar.
Os rumos são outros
Não sei pra que lado ficou meu passado
Nem sei como andar.
Me perco no tempo
Me perco no espaço
pois se retrocedo
não sei aonde vou
e sofro esta angústia sem fim de ficar.
E há tantos caminhos que fogem chamando!
Minha alma criança
não sei onde estás...
(...)





DADOS BIOGRÁFICOS

Severino Peryllo Doliveira nasceu na antiga povoação de Cacimba de Dentro, município de Araruna, em 4 de dezembro de 1898. Era filho de Almeno Peryllo de Oliveira e Josefa Maria de Oliveira.
Mulato, órfão de pai aos três anos de idade, saiu de Araruna aos 15 anos, atraído pela atriz italiana Irene Conceptini, que aparecera em Araruna dirigindo uma Companhia de Variedades.
Entre 1913 e 1917 trabalhou em várias companhias artísticas pelos palcos do Nordeste.
Em 1917, estreou no Teatro São José, no Rio de Janeiro, onde foi trabalhar na Companhia de Brandão Sobrinho.
Em 1920, fez uma tounée pelo interior do Brasil desde o Norte de Minas até o Rio Grande do Norte.
Na sua sofrida vida de ator, trabalhou nos teatros Trianon e República, do Rio de Janeiro, ao lado de artistas como Amalia Capitani, Irene Conceptini, Candida Palace, Ferreira de Souza, Leopoldo Fróes, todos eles, nomes consagrados nos palcos.
Em maio de 1920, chegou à capital da Paraíba, completamente anônimo.
Até 1923, dedicou-se à vida teatral. Depois, ingressou na imprensa e na vida literária, onde se tornou conhecido, tendo sido um dos iniciantes, na Paraíba, do movimento literário modernista.
Conseguiu publicar seus primeiros versos na revista Era Nova, periódico que marcou época na vanguarda do movimento modernista e agregava nomes como Américo Falcão, José Rodrigues de Carvalho, José Américo de Almeida, Ademar Vidal, Eudes Barros, Sinésio Guimarães, Silvino Olavo e outros.
Integrou-se ao corpo de auxiliares da Revista e passou a assinar uma "crônica social" na coluna Noticiário Elegante, depois, uma coluna Notas de Arte. Escreveu uma série de crônicas intituladas "Cidade dos Jardins", sob o pseudônimo de Paulo Danízio.
Em 1925, publicou seu primeiro livro"Canções que a Vida me Ensinou", onde predominava a temática da poesia simbolista. Esse livro lhe valeu uma versão para o espanhol, editado na Argentina.
Além de ator e poeta, Peryllo era pintor e costumava pintar os cenários de seus festivais de artes. No livro "Canções que a vida me ensinou", a capa e as ilustrações são do próprio autor.
Em 1927, viajou para o Rio de Janeiro onde foi recebido por seu conterrâneo de Araruna, Pereira da Silva, por Ademar Tavares, Theo Filho e outros do mundo literário carioca.
De volta à Paraíba, fez excursão ao Norte recebendo no Pará uma verdadeira consagração às suas qualidades de poeta e ator. Com o mesmo êxito foi recebido no Amazonas.
Em 1928, publicou "Caminhos Cheios de Sol", talvez, sua melhor obra, e onde se mostra definitivamente alinhado ao espírito renovador da literatura brasileira.
Em fins de 1928, o poeta já se sentia doente; a tuberculose minava-lhe o peito. Tentando melhoria para a sua saúde transferiu-se, com seu modesto emprego, da Secretaria de Administração do Governo para a Mesa de Rendas de Monteiro.
Em 1929, escreve "A Voz da Terra", dedicado ao presidente João Pessoa, seu último trabalho.
Em junho de 1930, já bastante doente, deixa o trabalho e vem morar em companhia de sua genitora. Às primeiras horas do dia 26 de agosto de 1930, aos 32 anos, faleceu em sua residência, à avenida 12 de outubro, no bairro de Jaguaribe.
Alguns poucos amigos e vizinhos acompanharam Peryllo ao cemitério Senhor da Boa Sentença, onde falou na despedida o poeta Leonel Coelho.
Foi esse o poeta Peryllo Doliveira que os escritores João Lélis, Eudes Barros, Silvino Olavo, Celso Mariz, Ascendino Leite, Eduardo Martins e muitos outros tão bem o biografaram.



BIBLIOGRAFIA

- DESHONESTA. (Novella). Suplemento de "Era Nova", novembro de 1924. (Nos. 70 a 71 da Revista). Parahyba. 18 p. Numeração continuada.

- CANÇÕES QUE A VIDA ME ENSINOU. (Versos). Capa e ilustração do auctor. Imprensa Official. Parahyba. 1925. 104 p.

- CAMINHO CHEIO DE SOL. (Poesia). Capa do Auctor. Secção editora da Empreza Graphica Nordeste. Parahyba do Norte. 1928. 98 p.

- A VOZ DA TERRA. (Poema em esboço). Imprensa official. Parahyba. 1930. 46 p. (Publicação Póstuma, autorizada pelo então presidente do Estado Dr. Alvaro de Carvalho).

- NOTA: Em "Canções que a vida me ensinou", Peryllo anunciava para breve: "Cidade dos Jardins", crônicas, e "Do sonho que redime", poemas, livros que não chegou a publicar; em "Caminho cheio de sol", prometia "Symphonia dos rithmos esquecidos", versos, e "O desvio", novela. Desses trabalhos não se tem notícias dos originais nem mesmo se chegaram a ser escritos, com excessão de algumas crônicas e poemas divulgados no periodismo local.


ESCRITOS SOBRE PERYLLO DOLIVEIRA

- JOÃO LELIS. "Perilo de Oliveira". Discurso de Posse na Academia Paraibana de Letras, na Cadeira 25, patrocinada por Peryllo Doliveira, na sessão solene do dia 04 de outubro de 1945. Ed. Limitada de cem exemplares. Bicos-de-pena de Chaves. A UNIÃO - Editora. João Pessoa. Pb. 1945. 95 p.

- JOÃO LELIS. "Maiores e Menores". Ensaio. "Nota Prévia" do autor. Editora Teone Ltda. João Pessoa, Paraíba. 1953. Pags.

JOAQUIM INOJOSA. "O Movimento Modernista em Pernambuco". Gráfica Tupy Ltda. Editora Rio, Guanabara. Capa Orestes Acquarone Filho. S/ data de publicação. 2.º vol. "Um poeta de canções tristes", pgs. 117/120 ("Jornal do Commercio" Recife, 19. 3. 1925), e de Peryllo Doliveira pgs. 421/422 (Carta); 3.º vol. (Cartas de Peryllo Doliveira) pgs. 301/306.

- TANCREDO DE CARVALHO. "Memórias de um Brejeiro". "A título de apresentação" do autor. Capa de Nivalson Miranda. Gráfica Júlio Costa. Campina Grande, Pb. 1975. pgs. 36/37.

- ORRIS BARBOSA. "Um crítico e três poetas". Crônica publicada em 1928 no Diário da Manhã, do Recife, e transcrito no n. 27 da revista Illustração, de João Pessoa, Pb, em agosto de 1936.

- ASCENDINO LEITE. "O maior poeta moderno do Norte". Alguns aspéctos da vida de Peryllo Doliveira - O Poeta e o Artista. Artigo publicado no Annuário da Parayba. 1936. Director: Bacharel Orris Barbosa. Imprensa Official. João Pessoa, 1935. Pgs. 137/144.

- JOÃO LELIS. "Perilo Doliveira". in Anuário da Paraíba 1934. Diretor Bacharel Samuel Duarte. Imp. Of. João Pessoa, Pb. 1934. pgs 13/19.

- LUIZ PINTO. "Perilo Doliveira". Crônica publicada na revista Manaíra, n. 04, fevereiro de 1940. João Pessoa, Pb. Pg. 23.

- WALDEMAR DUARTE. "Canção que a vida me ensinou" in "Revista Campinense de Cultura" ano II, n.º 5. Edições da Comissão Cultural do Município. Prefeitura Municipal de Campina Grande, Paraíba. 1965 Pág. 38/42.

- ARTHUR COSTA, Pe. "Caminho Cheio de Sol", in "A imprensa", Parahyba, 1928.

- OSIAS GOMES. "Um livro de versos e um volume de discursos" (Vida litterária). A União, João Pessoa, Pb. 06. 7. 1930.

- ÁLVARO DE CARVALHO. "Parecer" sobre a escolha dos Patronos para a Academia Paraibana de Letras, datado de 05 de outubro de 1941.

- LUIZ PINTO. "Antologia da Paraíba". Editora Minerva Ltda. Rio de Janeiro. 1951. Pgs. 76/79.

- EUDES BARROS. "Poetas Paraibanos do Brasil-Reino aos tempos modernos". (Conferência pronunciada na Casa da Paraíba, do Rio de Janeiro, no dia 04 de agosto de 1970). In "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano". Imprensa Universitária da Paraíba, João Pessoa. 1971. Pgs. 64/65.

- DIÁRIO DA MANHÃ. "O Principe dos poetas Parahybanos". Notícia sobre o aparecimento do poema A Voz da Terra, de Peryllo Doliveira. In A União, Parahyba, 29. 03. 1930.

- EUDES BARROS. "Peryllo Doliveira". A União, João Pessoa, Pb. 26 de agosto, 1936.

- ORRIS BARBOSA. "Peryllo Doliveira pouco antes da morte". A União, João Pessoa, Pb. 26 de agosto, 1936.

- RAUL DE GÓES. "O maior poeta da minha geração". A União, Joaõ Pessoa, Pb. 26 de agosto de 1936.

- ASCENSDINO LEITE. "Peryllo", A União, João Pessoa, Pb. 26 de agosto de 1936.

- ASCENSDINO LEITE. "A casa de Peryllo", A União, João Pessoa, Pb. 30 de agosto de 1936.

- TANCREDO DE CARVALHO. "Peryllo Doliveira". A União, João Pessoa, Pb. 29 de agosto de 1936.

- TIL (Eudes Barros)."Um poeta que floriu na cidade dos jardins". (Secção "Registro"). A União, João Pessoa, Pb. 30 de agosto de 1936.

- SAMUEL DUARTE. "Poetas Novos..." (Peryllo Doliveira) in "A União", Parahyba. 14 de março de 1923.

- SILVINO OLAVO. "Creadores e Creaturas". In "A União", João Pessoa, Paraíba. 19 de abril de 1931.

- OSCAR OLIVEIRA CASTRO. "Vultos da Paraíba"(Patronos da Academia), Departamento de Imprensa Nacional. Rio de Janeiro, 1955.

- ASCENDINO LEITE. "Passado Indefinido" (Jornal Literário). Editora Itatiaia Limitada. Belo Horizonte. 1966. Pags. 19 e 33.

- REINALDO DE OLIVEIRA. Discurso na Câmara Municipal de João Pessoa, no dia ao receber o título de cidadão Benemérito. Datilografado.

- B. SANCHEZ SAEZ - "Um poeta de raza negra", "A União" 20 de outubro de 1934.

- ASCENSDINO LEITE - "Peryllo Doliveira", in "A União", 13 de julho de 1935.

- CELSO MARIZ - "A cadeira n.º 25" (Discurso pronunciado na sessão solene da Academia Paraibana de Letras, em 14 de outubro de 1945, por ocasião de posse do sr. João Lelis), in "A União", João Pessoa, Pb., 7 de outubro de 1945.

- ÁLVARO DE CARVALHO - "Carta aberta ao Acadêmico João Lélis", in "A União", João Pessoa, Pb., 17 de outubro de 1945.

- MÁRIO DA GAMA E MELO - "Notícias sobre Perilo Doliveira". In "A União", João Pessoa, Pb., 19 de outubro de 1945.

- J. FLÓSCOLO DA NÓBREGA - "O Verdadeiro Perilo". (Carta ao Acadêmico João Lélis). In "A União", João Pessoa, Pb., 24 de outubro de 1945.

- HAMILTON PEQUENO - "Ressurgimento de Perilo". In "A União", João Pessoa, Pb., 7 de novembro de 1945.

- MARIA FAUSTA DE QUEIROZ - "Peryllo, inspirado auctor do poema "A Voz da Terra", in "A União", (Página Feminina), João Pessoa, Pb., 20 de setembro de 1936.

- F. M. (Fernando Mota) "Notas Avulsas", "Jornal do Commercio", Recife, Pe., 30 de agosto de 1936.

- F. MEDEIROS DANTAS - "Em homenagem a Peryllo Doliveira", in "A União", João Pessoa, Pb., 12 de janeiro de 1938.

- "A IMPRENSA", "Evocando um Poeta", página assinada por Silvino Olavo, Sabiniano Maia, Ascendino Leite, Simão Patrício, Raul de Góes, etc. João Pessoa, Pb., 26 de agosto de1937.

- SABINIANO MAIA - "Perilo Doliveira" in "A Imprensa", João Pessoa, Pb., 1 de agosto de 1935.

- SEVERINO CANDIDO - "Peryllo Doliveira", in "A imprensa", João Pessoa, Pb., 27 de agosto de 1935.

- MARIO CAMPÊLO - "A Poesia de Perilo" in "A cidade", Itabayanna, Parahyba do Norte, Anno I, Nunes. IV, V e VI, agosto, setembro e outubro 1928.

- VIEIRA D'ALENCAR - "A Poesia de Peryllo Doliveira". in "A União", Parahyba , 26 de fevereiro de 1925.

- ANTONIO FASANARO - "Canções que a vida me ensinou", in "A União", Parahyba. 26 de abril de de 1925.

- EUDES BARROS - "O torturado e o mystico", in "A União", Parahyba, 7 de junho de 1928.


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